O músico violoncelista Antonio Lauro Del Claro, considerado um mito nacional do violoncelo, com mais de 50 anos de carreira faz apresentação exclusiva em prol das crianças em tratamento do câncer de todo o Brasil, atendidas pela Associação de Apoio à Criança com Câncer (APACN).A convite da instituição, o músico vem a Curitiba para apresentar o seu trabalho atual: “CELLO EM SOLO BRASILEIRO”. Um recital de violoncelo com obras brasileiras, com duração de aproximadamente 50 minutos.

O evento será organizado e promovido pela APACN, no próximo dia 31 de agosto, às 20 horas, no Teatro da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) em Curitiba que une arte através da música clássica e solidariedade. Toda a arrecadação com a venda de ingressos será destinada à associação.

De acordo com a presidente da instituição Mariza Del Claro, a vinda do musico propiciará a oportunidade ao público para assistir um dos mitos nacionais do violoncelo com esse projeto que envolve algumas obras de músicas do nosso país. “Sempre lemos ou ouvimos através de críticos e artistas que os curitibanos são apreciadores da música clássica e erudita. Não fica restrito apenas a São Paulo, Curitiba é sempre receptiva à boa arte”, argumenta.

Disse ainda que o Teatro da Reitoria da UFPR, palco que ao longo dos anos marcou a sua história no cenário paranaense, agora receberá esse artista, que dedica o seu tempo e a sua arte em prol dos carequinhas atendidos pela APACN. “Um presente ao Teatro da Reitoria, aos nossos patrocinadores, apoiadores e doadores, aos nossos voluntários e principalmente ao público”, finaliza Mariza Del Claro.

Para o artista será a primeira experiência em realizar uma ação em prol de crianças em tratamento do câncer, nesse formato: uma apresentação exclusiva. “Espero que o público consiga captar a energia e a emoção que certamente permeará a apresentação. E também compreender a importância de colaborar com esse movimento que é vital para que muitas crianças sejam atendidas da forma mais humana possível”, ressalta Antonio Lauro Del Claro.

Disse ainda que conhece o trabalho da instituição através da atual presidente, o qual sempre acompanha a distância. “Vejo todo empenho e esforço no sentido de humanizar o tratamento das crianças portadoras de câncer e suas famílias, com ajuda psicológica e todo o suporte necessário e sem custos. E, por acreditar na proposta e na seriedade da instituição e das pessoas que a compõem, não tive dúvidas em aceitar e procurar disponibilizar o mais rápido possível uma data para que pudesse prestar a minha colaboração”, finaliza .

Uma sessão de fotos com uma paciente da instituição foi realizada em uma locação que é uma loja de instrumentos musicais de corda em Curitiba. A personagem foi a Laís Eduarda Aparecida Nunes Coelho, 8 anos de Brusque, Santa Catarina que posou para a lente da fotógrafa Mila Marconcin, enquanto conhecia e ouvia pela primeira vez como é o som de um violoncelo.

As imagens feitas com a Laís serão utilizadas para ilustrar o evento promovido pela instituição e para representar todos os carequinhas que precisam da APACN, com isso, ações como o recital são para levantar recursos para continuar com o trabalho desenvolvido desde 1983, garantindo o acesso desses pacientes ao tratamento nos hospitais de Curitiba, além de envolvê-los nessa atmosfera artística através da música.

De acordo com o músico Antonio Lauro Del Claro, entre todos os instrumentos de cordas o violoncelo é o que mais se aproxima do timbre da voz humana, tornando-se cativante para quem toca e para quem ouve. Disse ainda que a música provoca muitas emoções e sensações principalmente nas crianças que são extremamente receptivas às suas vibrações, por isso achou mágica a experiência vivenciada pela paciente Laís que teve o seu primeiro contato com o instrumento durante a sessão de fotos. “Senti que a minha filha se desligou um pouco da rotina diária entre hospital e medicações e teve a oportunidade de entrar ao menos um pouco no universo da música. Quem sabe após o término do tratamento ela se interesse em aprender a tocar algum instrumento”. Relatou o pai Lucas Gerson de Melo.